8 Jogos de Corrida Arcade Essenciais para Todo Gamer
Experiências onde o controle é imediato, o ritmo é frenético e o prazer está em acelerar sem limites.
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Se você é gamer, provavelmente sente um arrepio só de pensar no som de um motor roncando, na sensação de velocidade desfocando a paisagem e na adrenalina de uma ultrapassagem no último segundo. Esse é o universo dos jogos de corrida arcade, um gênero que coloca a diversão e a ação desenfreada acima de qualquer simulação realista. Aqui, as leis da física são meras sugestões e o objetivo principal é acelerar sem limites.
Desde os fliperamas barulhentos dos anos 80 até os consoles e PCs de última geração, esse estilo de jogo continua a cativar milhões de jogadores. Ele oferece uma gratificação instantânea, permitindo que qualquer um pegue o controle e se sinta um piloto profissional em questão de minutos.
Preparamos uma lista com oito títulos que definiram, inovaram e continuam a representar o melhor que os jogos de corrida arcade têm a oferecer.
Out Run (1986)
Começamos com um verdadeiro pioneiro. Lançado pela Sega, Out Run não era sobre competir contra outros carros, mas sim sobre a jornada. Ao volante de uma Ferrari Testarossa conversível, com uma passageira ao lado, o jogador corria contra o tempo através de cenários deslumbrantes.
O seu maior legado foi a estrutura de rotas ramificadas, que permitia escolher o caminho em cada checkpoint, levando a finais diferentes.
Essa mecânica inovadora, combinada com uma trilha sonora icônica que podia ser escolhida pelo jogador no rádio do carro, transformou Out Run em uma experiência de direção e liberdade. Ele estabeleceu que um jogo de corrida poderia ser sobre a viagem, o vento no rosto e a música perfeita, um conceito que influenciou o gênero por décadas.
Daytona USA (1994)
“Daytoooonaaaa!” Se você frequentou fliperamas nos anos 90, esse grito é inesquecível. Daytona USA, também da Sega, foi uma revolução técnica e um fenômeno multiplayer. Com gráficos 3D texturizados que eram de ponta para a época, o jogo permitia que até oito jogadores competissem simultaneamente em gabinetes interligados, criando um caos glorioso nas pistas.
A jogabilidade era o equilíbrio perfeito entre simplicidade e profundidade. Era fácil de começar a jogar, mas dominar a técnica de drifting para contornar as curvas em alta velocidade exigia prática. O jogo tinha poucas pistas, mas cada uma era tão bem desenhada e memorável que os jogadores passavam horas tentando baixar seus tempos de volta, tornando-o um dos títulos de fliperama mais rentáveis de todos os tempos.
Cruis’n USA (1994)
Enquanto Daytona dominava os arcades da Sega, a Nintendo e a Midway contra-atacaram com Cruis’n USA. Originalmente um título de fliperama, sua versão para o Nintendo 64 se tornou um clássico cult. O jogo levava os jogadores a uma viagem maluca de costa a costa pelos Estados Unidos, passando por locais icônicos com uma dose generosa de exagero.
O charme de Cruis’n USA estava em sua simplicidade e atitude irreverente. Os carros davam saltos impossíveis, os acidentes eram espetaculares e a física era totalmente fantasiosa. Não se tratava de habilidade de pilotagem, mas de manter o pé no acelerador e desviar do tráfego em uma corrida frenética até a linha de chegada. Era diversão pura e descompromissada.
Ridge Racer (1993)
Quando o primeiro PlayStation foi lançado, ele precisava de um título que mostrasse seu poder 3D, e Ridge Racer foi a escolha perfeita. O jogo da Namco se tornou sinônimo da marca PlayStation em seus primeiros anos, cativando os jogadores com seus gráficos coloridos, música eletrônica pulsante e, acima de tudo, sua mecânica de powersliding.
Dominar o drift em Ridge Racer era a chave para a vitória. A sensação de entrar em uma curva de lado, com os pneus cantando, e sair dela com um impulso de velocidade era incrivelmente satisfatória. A série evoluiu ao longo de várias gerações de consoles, mas sempre manteve essa identidade central, provando que uma mecânica de jogo sólida é atemporal.
Burnout 3: Takedown (2004)
No início dos anos 2000, a Criterion Games decidiu que correr não era o suficiente e redefiniu o gênero com Burnout 3: Takedown. Este jogo transformou a corrida em um esporte de combate, onde a agressividade não era apenas permitida, mas recompensada. A mecânica de Takedown permitia que os jogadores ganhassem nitro ao jogar os oponentes contra paredes, tráfego ou para fora da pista.
Essa abordagem criou um ciclo de jogabilidade viciante: quanto mais agressivo você era, mais rápido podia ir. Além das corridas, o jogo contava com o famoso Crash Mode, um modo que parecia um quebra-cabeça onde o objetivo era causar o maior acidente possível. Burnout 3 é frequentemente citado como o auge dos jogos de corrida arcade por sua velocidade vertiginosa e ação implacável.
Need for Speed: Hot Pursuit (2010)
Depois de Burnout, a Criterion Games aplicou sua fórmula de sucesso à famosa franquia Need for Speed, resultando em Hot Pursuit. O jogo reviveu a clássica fantasia de policiais contra pilotos de rua, mas a elevou a um novo patamar com um arsenal de equipamentos e um foco intenso na competição entre amigos.
Pilotos tinham acesso a armas como EMP e bloqueadores de radar, enquanto os policiais podiam usar barreiras de pregos e solicitar bloqueios de estrada. O verdadeiro brilho do jogo, no entanto, era o sistema Autolog, que monitorava os tempos de seus amigos em cada evento e o desafiava constantemente a superá-los. Essa competição assíncrona transformou cada corrida em um duelo pessoal pela supremacia.
Forza Horizon (série)
Se os jogos antigos se concentravam em pistas fechadas, a série Forza Horizon explodiu as paredes e nos deu um mundo aberto inteiro para explorar. Ambientado em um festival de música e carros, cada jogo da série oferece uma liberdade sem precedentes. Você pode participar de corridas, realizar manobras de drift, quebrar placas de recompensa ou simplesmente dirigir sem rumo, apreciando a paisagem.
Forza Horizon combina uma jogabilidade arcade acessível com uma lista gigantesca de carros e opções de personalização profundas. O mundo do jogo é um playground automotivo, com eventos e desafios constantes que mantêm a experiência sempre nova. É a evolução moderna do gênero, oferecendo variedade e conteúdo quase infinitos para os amantes da velocidade.
Asphalt 9: Legends (2018)
Provando que a experiência arcade pode prosperar em qualquer plataforma, Asphalt 9: Legends da Gameloft é um colosso nos dispositivos móveis. Este jogo condensa toda a ação explosiva do gênero em corridas curtas e intensas, perfeitas para sessões rápidas. Os gráficos são espetaculares para um jogo mobile, rivalizando com muitos títulos de console.
A jogabilidade é simplificada com o sistema TouchDrive, que automatiza a direção e permite que o jogador se concentre no timing do nitro, no drifting e na escolha de rotas. Para os puristas, os controles manuais ainda estão disponíveis. Com seus saltos que desafiam a gravidade, manobras de 360 graus e a explosiva Nitro Shockwave, Asphalt 9 captura a essência do que torna os jogos de corrida arcade tão divertidos.
O Apelo Atemporal da Velocidade Descomplicada
O que faz com que esses jogos, alguns com décadas de existência, continuem tão relevantes? A resposta está na sua filosofia central. Enquanto os simuladores de corrida buscam recriar a realidade com uma precisão meticulosa, exigindo dedicação e equipamento especializado, os jogos de corrida arcade buscam realizar uma fantasia: a de dominar uma máquina poderosa sem as consequências do mundo real.
Eles nos dão a chance de acelerar a 300 km/h por centros urbanos, de realizar manobras impossíveis e de competir de forma agressiva, tudo em nome da pura diversão. Essa acessibilidade e foco na gratificação imediata são a força vital do gênero, garantindo que ele sempre terá um lugar especial no coração dos gamers.
Conclusão: O Asfalto Chama
De uma viagem ensolarada em Out Run à destruição gloriosa de Burnout, passando pelos festivais vibrantes de Forza Horizon, o gênero de corrida arcade nos proporcionou algumas das experiências mais memoráveis e emocionantes dos videogames. Esses oito jogos são apenas uma amostra de um legado construído sobre velocidade, estilo e, acima de tudo, diversão.
A estrada à frente para o gênero parece promissora, com novas tecnologias permitindo mundos ainda mais vastos e ação mais espetacular. Enquanto houver jogadores buscando a emoção da velocidade sem complicações, o ronco dos motores arcade continuará a ecoar. Agora é sua vez: qual clássico ficou faltando na sua lista? Acelere nos comentários e compartilhe seus favoritos!


